Homens da Caverna

Há muito tempo queria conhecer a Caverna Digital da USP, uma genuína CAVE, termo mais utilizado em Realidade Virtual para designar um ambiente virtual de alta imersão. Finalmente, esta semana, consegui agendar e fazer a visita com um grupo de alunos de Games e Realidade Virtual da FATEC. E valeu muito a pena.

A porta de ferro do lado de fora do prédio de tijolos, escondido entre tantos outros prédios da Cidade Universitária, disfarça bem o que há quando a porta se abre. Para visitantes, é preciso tocar uma campainha, apertando forte o botão. Para quem trabalha lá, misteriosamente, basta aproximar a mochila da porta que ela se abre, automaticamente.

A primeira coisa que se vê, logo de cara, ao entrar, é um simulador de stock car, abrigado em uma cabine de jogos de corrida, como nos fliperamas. Do lado, um Silicon Graphics já aposentado ainda impressiona pelo porte.

Do outro lado, a sala com os supercomputadores responsáveis, principalmente, pelo real time rendering (renderização em tempo real) da CAVE. Em frente a esta sala, 6 monitores alternam suas projeções entre uma simulação de instalação de rede elétrica e flashes de programas e entrevistas sobre realidade virtual. Ao lado, um monitor controla desde a iluminação da sala às projeções que serão utilizadas na Caverna Digital. Em frente a esse conjunto de monitores, há duas cadeiras que mais parecem ter saído de algum filme de ficção científica, pela ergonomia que apresentam.

Do outro lado da sala, uma TV LCD de 52 polegadas exibe em Full HD imagens de projetos que eles realizam por lá. Acima da TV está instalado um dos superprojetores utilizados para projetar as imagens nas paredes da cave. Um pouco abaixo dele, novos projetores (bem menores) são agrupados em um rack e irão substitui-lo em breve, pois segundo os pesquisadores, além de mais baratos, oferecem opções mais simples e eficientes de ajustes e calibração de imagens (uma dessas opções é a utilização de uma câmera que mapeia pontos na tela e envia as informações para uma central de controle que calibra automaticamente os projetores).

Após as explicações dos pesquisadores, colocamos os óculos 3D ativos, calçamos as pantufas (para não danificar a tela de projeção sob nossos pés) e entramos na CAVE. Primeiro uma experiência entre constelações e planetas. Um planetário em 3D. Em seguida, uma passeio de bonde virtual pelo centro antigo de São Paulo, onde construções históricas foram recriadas. Por fim, um sobrevôo sobre o Rio de Janeiro, como um passeio de asa delta.

Enfim, visita altamente recomendada para todos os apaixonados por tecnologia e ambientes imersivos.

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~ por AlphaBrother em 08/04/2010.

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