Sorte, Talento, Dom e Genialidade

O ser humano é capaz de fazer qualquer coisa. Sim, jovens, QUALQUER COISA. Jogar futebol, basquete, nadar, voar, tocar piano, violino, cantar, dançar, pintar, administrar, criar… as opções são infinitas. E é muito comum ouvirmos alguém dizer: “Fulano é que teve sorte. Resolveu jogar futebol e ficou milionário”. Ou, ainda: “Sicrano tinha um dom divino para a música, por isso fez tanto sucesso”. Pois eu lhes digo: não existe sorte nem dom. Não existe. E nada cai, assim, do céu. Um talento é formado ao longo do tempo e, quando bem estimulado e bem disciplinado, pode levar à genialidade. Duvidam? Então analisem comigo algumas histórias.

Aos 3 anos, Pelé já acompanhava as partidas de seu pai, que jogava no time do São Lourenço, em Minas Gerais. Desde então, o futebol jamais deixou de fazer parte de sua vida. Iniciou em um time infanto-juvenil com 11 anos, montou seu próprio time logo em seguida, chegou ao Santos e à Seleção Brasileira, formou-se em Educação física. E, enquanto atuou como jogador profissional treinou diariamente, durante horas e horas. Assim como Zico, que treinava faltas insistentemente, mesmo depois dos treinos.

Michael Jordan, eleito e melhor jogador de basquete de todos os tempos, inspirou-se no irmão Larry, que era mais alto e o desafiava. Jordan treinava obsessivamente para superá-lo. Já no Chicago Bulls, treinava com mais intensidade e por muito mais tempo que os outros jogadores, pois acreditava que isso o tornaria mais competitivo. Chegou a jogar várias partidas com o tornozelo fraturado e sempre se declarou apaixonado pela prática do basquete.

Wolfgang Amadeus Mozart era de uma família musical burguesa e seu pai, Leopold Mozart, era compositor. Com 5 anos, Mozart começou a compor minuetos para cravo e com 12, em uma viagem que fez com o pai e a irmã à França e à Inglaterra, conheceu Johann Christian Bach, filho de Johann Sebastian Bach, que exerceu grande influência em suas primeiras obras.

Esses são alguns breves exemplos que ilustram o que disse no primeiro parágrafo deste texto: Um talento é formado ao longo do tempo e, quando bem estimulado e bem disciplinado, pode levar à genialidade.

Entretanto, nesta jornada em busca do sucesso, o passo mais difícil é identificar qual atividade lhe cativa, a ponto de você querer executá-la o resto de sua vida, muitas e muitas vezes. Nos séculos anteriores, era mais fácil. Não havia tantas opções quanto existem hoje e os pais impunham suas vontades. Atualmente, o mundo é efêmero, somos impacientes e executamos diversas tarefas ao mesmo tempo. A genialidade se tornou algo bem mais difíil de se alcançar.

Talvez as novas gerações se adaptem melhor a isso e, com poderes semelhantes aos dos X-Men, consigam se tornar geniais através da habilidade de absorver informação de diversas fontes diferentes simultaneamente e, a partir daí, desenvolver seus talentos com maior rapidez. Mas, se todos puderem ser geniais, a própria genialidade deixa de fazer sentido.

Se você não é da geração Z (os Z-Men), existem algumas outras coisas que você pode (e deve) fazer para ser dar bem no mundo profissional:

1) Networking. Procurar estar sempre em contato com pessoas que se interessam e que podem trocar informações e conhecimento sobre a sua área de atividade. Muitas vezes, a conquista de uma boa vaga no mercado de trabalho parte de uma indicação e sua rede de contatos é peça chave nesse processo.

2) Experiência. É treino. Fazer, fazer, fazer. E quando já tiver feito muito, faça ainda mais. Continue enquanto tiver forças. Quando errar, aprenda com seus erros. Se você ainda não está na área que deseja, aproveite as horas livres para aprender e praticar aquilo que você gosta.

3) Atualização. As coisas se renovam e se modificam rapidamente e manter-se atualizado é crucial para obter sucesso no mercado de trabalho. Compre revistas, acesse sites, assine feeds, leia jornais e procure livros atualizados sobre o assunto.

4) Cultura. Conheça coisas novas sempre que possível. Aproveite os momentos de lazer para absorver novas informações e tente compartilhá-las e transformá-las em novos conhecimentos. Ninguém chega ao topo sem uma boa base cultural.

5) Liberte-se da Matrix. Não tome como verdades indubitáveis tudo o que lhe dizem. Questione. Busque respostas, não fique parado. Há um mundo à sua volta que necessita ser descoberto. E são nessas descobertas que as fichas caem e novas perspectivas se abrem, revelando novos caminhos que nos façam crescer.

Portanto, descubra o que você gosta de fazer e, quando estiver certo de ter descoberto, concentre-se nisso e mexa-se!

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~ por AlphaBrother em 13/01/2010.

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