FAQ Global Game Jam – FATEC Carapicuíba

•21/01/2013 • Deixe um comentário

O texto abaixo foi adaptado dos FAQs dos sites da GGJ Curitiba e GGJ FATEC São Caetano. Caso ainda tenha dúvidas, encaminhe e-mail para alvaro.gabriele@gmail.com

Acesse também o guia de aquecimento para a GGJ 2013 da FATEC Carapicuíba –> ggj13-aquecimento

Afinal, o que é o Global Game Jam? Um curso, uma feira, uma jogatina?
Não, o Global Game Jam (GGJ) não é nada disso. É uma espécie de maratona de desenvolvimento de jogos voltada para desenvolvedores de jogos amadores ou profissionais. Durante 2 dias, os participantes da GGJ se dedicam exclusivamente ao desenvolvimento de um jogo a partir de um tema fornecido no início do evento.

Hey champz! Não dá pra fazer um jogo em 48 horas!! Não conheço nenhum jogo que tenha sido feito neste tempo!!
1) Jogos criados nos eventos passados:
http://www.globalgamejam.com/games

2) A Ludum Dare é um evento similar, só que a distância e de caráter individual:
http://www.ludumdare.com/
3) Em 2009, o Itaú Cultural organizou uma Game Jam no mesmo formato de 48 horas:
http://www.itaucultural.org.br/gameplay/?s=gamejam
4) Em 2010, durante a feira “Brasil Game Show” aconteceu a atração “Brasil Game Jam“. Nesta competição, desenvolvedores de diversas universidades competiram para criar um jogo referente a uma frase  atribuída a Paulo Coelho.
5) Em 2011, na SPJam, também foram gerados diversos jogos bem interessantes.
6) Em 2012, o virus da gamejam se espalhou pelo país e pelo mundo. Dezenas de game jams foram realizadas: spjamcampjamFuckThisJamStealth Jam, Molyjam.

Certo, mas eu nunca desenvolvi nenhum jogo. Nem sei como fazer isso. Posso participar mesmo assim?
Quem já desenvolveu algum jogo, mesmo que de maneira amadora ou em uma disciplina de Faculdade, naturalmente terá uma vantagem maior sobre quem nunca desenvolveu nenhum jogo. Mas isso não impede ninguém de participar e até pode ser uma oportunidade para aprender com os colegas.

Será que eu posso ir só pra ficar olhando e tentar aprender alguma coisa?
Não. O evento é exclusivo para quem vai ficar dedicado ao desenvolvimento de um jogo.

Tenho alguma experiência em desenvolvimento de jogos, mas não muita. Não vou me sentir deslocado no evento em relação às equipes experientes?
Muito pelo contrário! Por não ter um aspecto tão competitivo, a jam é o lugar ideal para equipes de diferentes níveis interagirem.

Não tenho com quem deixar meu filho, esposa, ficante, etc. Eles/elas podem vir junto?
Não. O evento é exclusivo aos participantes devidamente inscritos, por questões de segurança. E todos os inscritos devem participar ativamente no desenvolvimento do game.

O evento é exclusivo para programadores?
Não! Artistas, músicos, game designers, etc, ou seja, qualquer um que esteja envolvido nas etapas de produção de um jogo é bem vindo e, PRINCIPALMENTE, necessário. O ideal, inclusive, é a participação de equipes multidisciplinares. Um dos objetivos é este mesmo: ser um evento que estimula a criatividade e a inovação, no qual todos colaboram em um ambiente que facilita o trabalho em grupo entre pessoas com diferentes perfis e habilidades.

O evento é exclusivo para alunos da FATEC Carapicuíba?
Não. É livre para qualquer um participar. As equipes podem ser formadas por alunos e profissionais de diversas instituições, inclusive de outras FATECs e de outras instituições de ensino, de maneira mista. Inclusive, devido ao seu aspecto multidisciplinar é excelente que haja a interação entre pessoas de universos diferentes!
OBS: SOMENTE OS PARTICIPANTES CADASTRADOS TERÃO ACESSO LIBERADO À FATEC CARAPICUÍBA MEDIANTE APRESENTAÇÃO DO RG.

Somente estudantes podem participar?
Não. Inclusive muitos os professores podem participar junto desenvolvendo ou coordenando equipes.

Tenho 17 anos, posso participar?
Não. Por questões de segurança, o evento está aberto apenas para pessoas com idade a partir de 18 anos.

Como serão montadas as equipes para a Global Game Jam?
Você pode vir já com uma equipe montada, por exemplo, por seus amigos ou colegas de faculdade ou trabalho. Caso você não tenha uma equipe, na hora você poderá encontrar e conhecer pessoas e formar uma equipe ou entrar em uma já existente. Um dos objetivos do evento proporcionar a interação com outros desenvolvedores, mas ninguém será forçado a isso. Todos os integrantes da equipe devem se inscrever no site da Global Game Jam (http://globalgamejam.org) e, em seguida, se cadastrar como jammer na nossa sede (FATEC Carapicuíba) no endereço: http://globalgamejam.org/sites/2013/fatec-carapicu%C3%ADba clicando no link “register at FATEC Carapicuíba”

Cada equipe deve ter no máximo quantos integrantes?
Não há limitação para o número de integrantes de cada equipe, mas deve-se ter em mente que numa jam equipes grandes são difíceis de gerenciar e corre-se o risco de ter pessoas ociosas por longos intervalos de tempo. O ideal é que as equipes trabalhem com 04 a 06 pessoas, mas isso não é obrigatório, apenas recomendável.

A internet e os equipamentos da FATEC estarão à disposição dos participantes?
Há a possibilidade de fornecermos internet no dia do evento, mas é recomendável trazer um modem 3G. Também há a possibilidade de disponibilizarmos alguns desktops, mas é altamente recomendável trazer o próprio notebook, o que garante a adequação do ambiente ao propósito do desenvolvimento do game.

Pode ser levado computador do tipo desktop?
É recomendável que seja notebook pela facilidade de transporte. Mas, você pode trazer seu desktop, se achar melhor. Neste caso, porém, você deve trazer todos os cabos e acessórios: Monitor, teclado, mouse, etc. A Fatec não fornecerá cabos e similares. E deverá levá-lo consigo sempre que deixar as dependências da FATEC.

Há alguma restrição referente à tecnologia ou plataforma?
Não. Plataforma, sistema operacional, engine, linguagem de programação e similares não possuem restrição. Mas, cada um é responsável pela correta instalação e licenças (se aplicável) dos equipamentos e softwares! Dica: tenha o ambiente previamente instalado em seu notebook. No dia do evento há a possibilidade de forneceremos Internet, mas é melhor não perder tempo com downloads e preparação do ambiente.

OBS:  Informações sobre as licenças TRIAL de Unity (30 dias de Pro + iOS Pro + Android Pro + Team License) EXCLUSIVAS para a Global Game Jam podem ser obtidas neste endereço: http://blogs.unity3d.com/2013/01/18/global-game-jam-2013/

Posso levar um jogo pronto para a Game Jam?
Não. A idéia do evento é a criação de novos jogos. Além disso, dificilmente o jogo se adequará ao tema do evento.

Legal! E qual vai ser o tema do evento deste ano?
O tema será divulgado apenas no dia do evento. No ano de 2009, por exemplo o tema foi: “As long as we have each other, we’ll never run out of problems”. Importante: o tema pode estar associado a restrições. Por exemplo, em 2009, os jogos eram restritos a seções de 5 minutos. O tema em 2010 foi bastante aberto: “deception” (fraude, engodo, etc), mas era obrigatório que cada jogo usasse pelo menos um dos três elementos: lines, mines ou pines. O tema de 2011 foi extinction e não teve nenhum tipo de restrição. Em 2012 o tema foi uma imagem de um ouroboros (ou oroboro).

Vamos ganhar algum prêmio?
O caráter do evento é mais colaborativo. Não serão distribuídos prêmios. A grande recompensa é colocar um jogo em seu portfolio e aumentar sua rede de contatos na área de desenvolvimento de games. Além disso, estimula-se fortemente que os jogos sejam continuados e enviados para concursos como, por exemplo, o Concurso de Jogos Independentes do SBGames. Em 2010, os jogos Semblante e Aliens and Zombies, iniciados no evento participaram desse concurso. Em 2011, diversos jogos foram continuados e, inclusive, premiados em diversos eventos. Em 2012 alguns jogos foram até publicados!

Mas há algum tipo de avaliação, ranking ou feedback dos melhores jogos?
Faremos na Fatec Carapicuíba uma sessão de apresentação dos games logo após o término da submissão dos mesmos ao site da GGJ, ainda no domingo. Além disso, no próprio site do Global Game Jam é possível comentar e avaliar todos os jogos.

Posso me inscrever na hora?
Não. Por questões de segurança, a faculdade necessita da lista de participantes com antecedência.

Até quando é possível se inscrever?
Para controlar melhor a segurança na nossa unidade, as inscrições poderão ser realizadas até o dia 24/01.

Posso postar sobre este evento em meu blog, Facebook ou Twitter?
Claro que pode! Divulgue o máximo que puder!

Vamos ficar trancados por dois dias na Fatec?
Não. Você poderá circular e sair da faculdade durante o evento. A entrada será permitida das 8h às 22h. Ainda estamos verificando a possibilidade de fornecer estrutura para que os participantes possam pernoitar na FATEC, mas isso será confirmado até o dia 24. Se houver essa possibilidade, é necessário que cada participante leve seu saco de dormir, barraca, colchão de ar, travesseiro, itens de higiene pessoal, cobertor, coberta, ursinho de pelúcia, etc. Caso não seja possível fornecer essa estrutura, os participantes deverão deixar o campus até as 22:30h e retornar no dia seguinte o mais cedo possível (a partir das 8:00h). Nesse intervalo, os integrantes podem eleger uma base próxima para pernoitar (a casa de um amigo, parente, colega), de maneira que seja fácil o retorno de todos simultaneamente à FATEC, sem perder tempo para reiniciar o desenvolvimento.

Posso ficar sem dormir até retornar pra FATEC e, nesse intervalo desenvolver alguma coisa?
Pode, mas procure não virar um zumbi. Talvez não valha a pena.

Como vamos fazer para nos matermos alimentados?
A cantina da FATEC não estará aberta nos dias da GGJ. Recomenda-se trazer algum tipo de lanche pronto, água, refrigerante, etc. de casa. Ainda há a possibilidade de usar algum serviço de delivery. Não recomendamos sair da faculdade para almoçar e jantar, pois perde-se muito tempo com isso.  

Haverá algum lugar para tomar banho dentro da FATEC?
Não. A FATEC não disponibiliza esse tipo de estrutura.

O estacionamento da FATEC será liberado para os participantes?
Estamos verificando essa possibilidade, mas até o momento, não.

E se chover?
Temos um plano de emergência caso isso aconteça. Mas vamos torcer por um tempo estável e sem pancadas de chuva ; )

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2° Circuito de Games – FATEC Carapicuíba

•27/05/2011 • Deixe um comentário

O 2º CIRCUITO DE GAMES – Fatec Carapicuíba acontecerá nos dias 31 de maio e 01 de junho a partir das 19 horas na Fatec Carapicuíba.

Trata-se de um evento para a comunidade gamer, onde haverá palestras ministradas por profissionais renomados, campeonatos de Marvel Vs. Capcom 3, Mortal Kombat 9 e Magic: The Gathering (Standard e Legacy), e mesas redondas para discussão sobre vários temas relacionados à área de games.

Participe! As inscrições são limitadas. Faça a sua inscrição no link:

http://www.fatecjrcarapicuiba.com.br/inscricao/cg2/

Acompanhe também a programação no site (sujeita a alterações):

http://www.fateccarapicuiba.edu.br/eventos/circuito-de-games.php

Endereço: Fatec Carapicuíba – Av Francisco Pignatari, 650 – Vila Gustavo Correa – CEP 06310-390

Tendências do Mercado de Computação Gráfica 3D

•30/06/2010 • Deixe um comentário

A área da Computação Gráfica tridimensional está passando atualmente por uma enorme revolução, que envolve não somente mudanças significativas na tecnologia empregada em sua produção, mas também em fatores dependentes dela, como dispositivos, técnicas e conteúdo.

Tecnologia
A Estereoscopia, palavra formada pela junção dos termos gregos stereo, relativo a duplicidade, e scopos, relativo a visão, é um fenômeno natural que ocorre na observação de uma cena pelos olhos humanos. Nossos olhos funcionam como duas câmeras que captam imagens distintas – uma vez que há uma diferença de posicionamento entre eles – e a fusão dessas imagens ocorre em nosso cérebro. Portanto, tudo o que enxergamos de fato e como enxergamos é fruto da percepção do nosso cérebro e não da captação dos nossos olhos.

O chamado 3D Esteroscópico é uma tecnologia antiga, que evoluiu ao longo dos anos, e aproveita-se do fenômeno da Estereoscopia para enganar nosso cérebro. O primeiro estereoscópio surgiu em 1833 e utilizava um jogo de lentes e espelhos para simular imagens tridimensionais a partir de desenhos e fotos. Desde então, diversas adaptações dessa tecnologia foram desenvolvidas, principalmente para o cinema, como o uso de óculos anáglifos, com uma lente azul e outra vermelha, fazendo com que cada olho perceba uma imagem diferente: o olho coberto pela lente azul percebe apenas as imagens avermelhadas e o olho coberto pela lente vermelha percebe apenas as imagens azuladas.

Porém, principalmente através do lançamento do filme Avatar no final do ano passado, uma nova adaptação do 3D Estereoscópico foi amplamente difundida e aceita: o uso de óculos polarizados, onde cada lente permite apenas a passagem de uma imagem (luz) polarizada , separando uma imagem para o olho direito e outra imagem para o olho esquerdo, deixando novamente para o cérebro a tarefa de combinar essas imagens e “iludir-se”, formando imagens com profundidade, ou seja, tridimensionais.

Mas o novo 3D Estereoscópico não deve restringir-se ao cinema. Já foram lançados televisores que fazem uso tessa tecnologia e outros dispositivos com suporte ao 3D Estereoscópico devem surgir nos próximos meses.

Dispositivos
Nos televisores e monitores “3D-ready” já lançados, a imagem estereoscópica somente pode ser obtida com o auxílio de óculos obturadores (shutterglasses), que também polarizam a luz, porém através do sequenciamento de frames (120 frames por segundo) alternados. Cada uma das lentes recebe do aparelho “ordens” para piscar alternadamente, levando a cada olho imagens difetentes. Neste caso, há a necessidade de uma conexão (com ou sem fio) dos óculos com o aparelho televisor.

Entretanto, para dispositivos móveis, como celulares e consoles de video-game portáteis, o uso dos óculos torna-se inconveniente. Nestes casos, ao invés dos óculos, tem-se adotado uma tela lenticular que possui ranhuras semi-cilíndricas que se encarregam de direcionar as imagens para cada olho.

É muito provável que os tablets, computadores pessoais em forma de pranchetas, como o iPad da Apple, também adotem o uso de telas lenticulares em breve para reproduzir conteúdo em 3D Estereoscópico sem a necessidade do uso dos óculos polarizados ou obturadores.

Técnica
O que pode tornar o uso de dispositivos portáteis com 3D Estereoscópico ainda mais interessante é a adoção de uma técnica que envolve recursos que utilizam a visão computacional, através da captura de imagens por uma câmera, a computação gráfica, com objetos criados em softwares específicos para modelagem e animação tridimensional, e elementos característicos de realidade virtual, como são as próprias telas lenticulares, ou os óculos obturadores. Trata-se da Realidade Aumentada.

Nos novos dispositivos portáteis – smartphones, tablets e consoles de games –, o uso da Realidade Aumentada permitirá, cada vez mais, a integração do mundo real com elementos virtuais, dados computacionais e georreferenciados (GPS).

Conteúdo
Através da Realidade Aumentada um usuário com um dispositivo portátil com câmera pode, por exemplo, apontá-lo para um campo de futebol com uma partida em andamento e ver o placar em 3D e estatísticas sobre o rendimento dos jogadores na partida. Ou receber informações sobre a localização exata de agências bancárias próximas, com renderizações fidedignas e em tempo real dos prédios de cada agência. Ou, ainda, ler um livro interativo, com animações saltando da tela.

Tratam-se de exemplos simples diante da enorme potencialidade trazida pela tecnologia do 3D Estereoscópico somada à mobilidade e dinamicidade oferecida pelos novos dispositivos portáteis e amplificada pela Realidade Aumentada. E tudo isso pode ficar ainda mais interessante se adicionarmos reconhecimento de voz e sensores de movimento para realizar as interações entre os usuários e os dispositivos.

Portanto, há um novo mundo à espera de pessoas dispostas a criá-lo e, talvez, você seja uma delas.

Homens da Caverna

•08/04/2010 • Deixe um comentário

Há muito tempo queria conhecer a Caverna Digital da USP, uma genuína CAVE, termo mais utilizado em Realidade Virtual para designar um ambiente virtual de alta imersão. Finalmente, esta semana, consegui agendar e fazer a visita com um grupo de alunos de Games e Realidade Virtual da FATEC. E valeu muito a pena.

A porta de ferro do lado de fora do prédio de tijolos, escondido entre tantos outros prédios da Cidade Universitária, disfarça bem o que há quando a porta se abre. Para visitantes, é preciso tocar uma campainha, apertando forte o botão. Para quem trabalha lá, misteriosamente, basta aproximar a mochila da porta que ela se abre, automaticamente.

A primeira coisa que se vê, logo de cara, ao entrar, é um simulador de stock car, abrigado em uma cabine de jogos de corrida, como nos fliperamas. Do lado, um Silicon Graphics já aposentado ainda impressiona pelo porte.

Do outro lado, a sala com os supercomputadores responsáveis, principalmente, pelo real time rendering (renderização em tempo real) da CAVE. Em frente a esta sala, 6 monitores alternam suas projeções entre uma simulação de instalação de rede elétrica e flashes de programas e entrevistas sobre realidade virtual. Ao lado, um monitor controla desde a iluminação da sala às projeções que serão utilizadas na Caverna Digital. Em frente a esse conjunto de monitores, há duas cadeiras que mais parecem ter saído de algum filme de ficção científica, pela ergonomia que apresentam.

Do outro lado da sala, uma TV LCD de 52 polegadas exibe em Full HD imagens de projetos que eles realizam por lá. Acima da TV está instalado um dos superprojetores utilizados para projetar as imagens nas paredes da cave. Um pouco abaixo dele, novos projetores (bem menores) são agrupados em um rack e irão substitui-lo em breve, pois segundo os pesquisadores, além de mais baratos, oferecem opções mais simples e eficientes de ajustes e calibração de imagens (uma dessas opções é a utilização de uma câmera que mapeia pontos na tela e envia as informações para uma central de controle que calibra automaticamente os projetores).

Após as explicações dos pesquisadores, colocamos os óculos 3D ativos, calçamos as pantufas (para não danificar a tela de projeção sob nossos pés) e entramos na CAVE. Primeiro uma experiência entre constelações e planetas. Um planetário em 3D. Em seguida, uma passeio de bonde virtual pelo centro antigo de São Paulo, onde construções históricas foram recriadas. Por fim, um sobrevôo sobre o Rio de Janeiro, como um passeio de asa delta.

Enfim, visita altamente recomendada para todos os apaixonados por tecnologia e ambientes imersivos.

Sorte, Talento, Dom e Genialidade

•13/01/2010 • Deixe um comentário

O ser humano é capaz de fazer qualquer coisa. Sim, jovens, QUALQUER COISA. Jogar futebol, basquete, nadar, voar, tocar piano, violino, cantar, dançar, pintar, administrar, criar… as opções são infinitas. E é muito comum ouvirmos alguém dizer: “Fulano é que teve sorte. Resolveu jogar futebol e ficou milionário”. Ou, ainda: “Sicrano tinha um dom divino para a música, por isso fez tanto sucesso”. Pois eu lhes digo: não existe sorte nem dom. Não existe. E nada cai, assim, do céu. Um talento é formado ao longo do tempo e, quando bem estimulado e bem disciplinado, pode levar à genialidade. Duvidam? Então analisem comigo algumas histórias.

Aos 3 anos, Pelé já acompanhava as partidas de seu pai, que jogava no time do São Lourenço, em Minas Gerais. Desde então, o futebol jamais deixou de fazer parte de sua vida. Iniciou em um time infanto-juvenil com 11 anos, montou seu próprio time logo em seguida, chegou ao Santos e à Seleção Brasileira, formou-se em Educação física. E, enquanto atuou como jogador profissional treinou diariamente, durante horas e horas. Assim como Zico, que treinava faltas insistentemente, mesmo depois dos treinos.

Michael Jordan, eleito e melhor jogador de basquete de todos os tempos, inspirou-se no irmão Larry, que era mais alto e o desafiava. Jordan treinava obsessivamente para superá-lo. Já no Chicago Bulls, treinava com mais intensidade e por muito mais tempo que os outros jogadores, pois acreditava que isso o tornaria mais competitivo. Chegou a jogar várias partidas com o tornozelo fraturado e sempre se declarou apaixonado pela prática do basquete.

Wolfgang Amadeus Mozart era de uma família musical burguesa e seu pai, Leopold Mozart, era compositor. Com 5 anos, Mozart começou a compor minuetos para cravo e com 12, em uma viagem que fez com o pai e a irmã à França e à Inglaterra, conheceu Johann Christian Bach, filho de Johann Sebastian Bach, que exerceu grande influência em suas primeiras obras.

Esses são alguns breves exemplos que ilustram o que disse no primeiro parágrafo deste texto: Um talento é formado ao longo do tempo e, quando bem estimulado e bem disciplinado, pode levar à genialidade.

Entretanto, nesta jornada em busca do sucesso, o passo mais difícil é identificar qual atividade lhe cativa, a ponto de você querer executá-la o resto de sua vida, muitas e muitas vezes. Nos séculos anteriores, era mais fácil. Não havia tantas opções quanto existem hoje e os pais impunham suas vontades. Atualmente, o mundo é efêmero, somos impacientes e executamos diversas tarefas ao mesmo tempo. A genialidade se tornou algo bem mais difíil de se alcançar.

Talvez as novas gerações se adaptem melhor a isso e, com poderes semelhantes aos dos X-Men, consigam se tornar geniais através da habilidade de absorver informação de diversas fontes diferentes simultaneamente e, a partir daí, desenvolver seus talentos com maior rapidez. Mas, se todos puderem ser geniais, a própria genialidade deixa de fazer sentido.

Se você não é da geração Z (os Z-Men), existem algumas outras coisas que você pode (e deve) fazer para ser dar bem no mundo profissional:

1) Networking. Procurar estar sempre em contato com pessoas que se interessam e que podem trocar informações e conhecimento sobre a sua área de atividade. Muitas vezes, a conquista de uma boa vaga no mercado de trabalho parte de uma indicação e sua rede de contatos é peça chave nesse processo.

2) Experiência. É treino. Fazer, fazer, fazer. E quando já tiver feito muito, faça ainda mais. Continue enquanto tiver forças. Quando errar, aprenda com seus erros. Se você ainda não está na área que deseja, aproveite as horas livres para aprender e praticar aquilo que você gosta.

3) Atualização. As coisas se renovam e se modificam rapidamente e manter-se atualizado é crucial para obter sucesso no mercado de trabalho. Compre revistas, acesse sites, assine feeds, leia jornais e procure livros atualizados sobre o assunto.

4) Cultura. Conheça coisas novas sempre que possível. Aproveite os momentos de lazer para absorver novas informações e tente compartilhá-las e transformá-las em novos conhecimentos. Ninguém chega ao topo sem uma boa base cultural.

5) Liberte-se da Matrix. Não tome como verdades indubitáveis tudo o que lhe dizem. Questione. Busque respostas, não fique parado. Há um mundo à sua volta que necessita ser descoberto. E são nessas descobertas que as fichas caem e novas perspectivas se abrem, revelando novos caminhos que nos façam crescer.

Portanto, descubra o que você gosta de fazer e, quando estiver certo de ter descoberto, concentre-se nisso e mexa-se!

Press Strat

•04/01/2010 • Deixe um comentário

Fazendo o processo inverso da maioria, estou migrando do Twitter para o Blog. Não vou deixar de twittar, mas algumas coisas necessitam de mais de 140 caracteres. Por isso estou aqui, para falar do meu assunto preferido: Games (e afins). Sejam todos bem vindos, bom divertimento e boa sorte!